As tarraxas para cavaquinho são peças fundamentais para garantir a precisão da afinação e a estabilidade sonora do instrumento. Por se tratar de um instrumento de cordas de aço com alta tensão, a escolha do conjunto correto exige atenção ao padrão de construção do headstock (mão), ao diâmetro do pino e às medidas de furação e espaçamento entre os postes.
No cavaquinho, o modelo mais tradicional é a tarraxa coletiva em chapa na configuração 2+2 (duas de cada lado), podendo apresentar pino fino (metal), pino grosso (nylon/plástico) ou pino folk (metal para mão aberta). Entender essas variações mecânicas evita incompatibilidades na hora da substituição e assegura uma afinação firme durante suas rodas de samba e apresentações.
A grande maioria dos cavaquinhos utiliza a configuração 2+2 montada em chapas verticais de cada lado do headstock. No entanto, dependendo do design do instrumento e do tipo de mão (aberta ou sólida), o padrão de fixação e a orientação dos pinos podem variar.
| Modelo | Construção Mecânica | O Que Conferir |
|---|---|---|
| Chapa 2+2 (Tradicional) | Duas tarraxas agrupadas em uma mesma chapa de cada lado | Distância entre os eixos (espaçamento) e furos dos parafusos |
| Tarraxas Individuais | Unidades independentes fixadas individualmente | Diâmetro do furo no headstock e alinhamento dos parafusos |
Importante: Antes da compra, sempre meça a distância de centro a centro entre os pinos das tarraxas antigas. Embora exista um padrão de mercado frequente, cavaquinhos de diferentes luthierias ou marcas fabris podem apresentar variações milimétricas no espaçamento.
A diferença entre pino fino, pino grosso e pino folk diz respeito diretamente ao poste onde a corda é enrolada, ao tipo de fenda do headstock e ao material da haste. Escolher o modelo incorreto impedirá o encaixe no instrumento ou resultará em desgaste prematuro da peça.
O pino fino é fabricado totalmente em metal e indicado para headstocks retos e maciços (mão fechada), com furações frontais diretas. O pino grosso possui revestimento de náilon/plástico sobre o eixo e é tradicional em headstocks vazados (mão aberta). Já o pino folk traz uma estrutura totalmente metálica projetada especificamente para headstocks vazados (mão aberta), sendo a escolha ideal para suportar a forte tensão das cordas de aço sem sulcar ou deformar o carretel.
| Tipo de Pino | Material e Estrutura | Indicação de Uso |
|---|---|---|
| Pino Fino (Metal) | Eixo cilíndrico metálico reto e maciço | Headstocks retos e sólidos (mão fechada) |
| Pino Grosso (Náilon/Plástico) | Eixo de maior diâmetro com carretel plástico | Headstocks vazados (mão aberta) tradicionais |
| Pino Folk (Metal para Mão Aberta) | Eixo metálico reforçado com furo transversal para a fenda | Headstocks vazados (mão aberta) com alta tensão de aço |
Como as cordas do cavaquinho exigem afinação em frequências agudas e possuem alta tensão, a precisão da engrenagem é essencial. Especificações com relações de transmissão mais altas (como 1:14 ou 1:18) indicam quantas voltas a borboleta precisa dar para que o eixo faça uma rotação completa.
Uma relação mais precisa facilita o microajuste, permitindo alcançar a afinação exata da nota sem que o mecanismo venha a “saltar” ou apresentar folga mecânica (conhecida como folga de dente).
A afinação tradicional do cavaquinho em Ré - Sol - Si - Ré (D - G - B - D) exerce tensão constante sobre o jogo de tarraxas. Utilizar tarraxas gastas ou com parafusos frouxos pode causar perda de afinação recorrente durante a execução de acordes e solos.
Para obter o melhor desempenho, combine um conjunto de tarraxas compatível com um encordoamento para cavaquinho de boa qualidade, garantindo que as voltas do pino fiquem bem organizadas e sobrepostas corretamente.
| Afinação | Notas (1ª à 4ª Corda) | Exigência Mecânica |
|---|---|---|
| Tradicional (Ré-Sol-Si-Ré) | D4 - B3 - G3 - D3 | Tensão padrão equilibrada entre os postos |
| Afinação em Dó (Sol-Dó-Mi-Lá) | A4 - E4 - C4 - G3 | Exige engrenagem firme para suportar variação de tensão |
Antes de adquirir um novo conjunto, verifique três pontos fundamentais na peça antiga:
1. O Padrão da Chapa: Confirme se o cavaquinho usa chapa 2+2 ou tarraxas avulsas.
2. O Espaçamento entre Pinos: Meça com uma régua o centro do primeiro pino até o centro do segundo pino na mesma chapa.
3. O Diâmetro e Tipo do Poste: Identifique se o pino é fino metálico (mão fechada), grosso com carretel plástico (mão aberta) ou pino folk metálico (mão aberta para cordas de aço).
A escolha correta baseada nas medidas físicas garante que a instalação seja feita sem a necessidade de furar ou modificar o headstock do seu instrumento.
Ao remover as tarraxas antigas para a substituição, aproveite para realizar a limpeza da escala, trastes, rastilho e verificar o estado das ranhuras do nut (pestana), pois o atrito excessivo na pestana costuma ser o principal vilão de problemas de afinação erroneamente atribuídos às tarraxas.
📋 Conteúdo elaborado pela equipe de especialistas em instrumentos de cordas da Krunner com base em nossa experiência desde 1990, aliado às dúvidas mais frequentes sobre manutenção de cavaquinhos e especificações dos fabricantes.
A diferença está no diâmetro e no material do poste. O pino fino é metálico para headstocks maciços (mão fechada). O pino grosso possui carretel plástico para headstocks vazados (mão aberta) tradicionais. Já o pino folk é totalmente metálico, projetado especialmente para headstocks vazados (mão aberta), oferecendo maior resistência à tensão das cordas de aço.
Use uma régua para medir a distância exata do centro de um pino até o centro do pino vizinho na mesma chapa. Compare essa medida com a especificação técnica do produto para assegurar que os pinos encaixarão perfeitamente nos furos do headstock.
A maioria dos cavaquinhos utiliza a configuração 2+2 em chapa (duas tarraxas de cada lado). Contudo, existem modelos especiais ou de luthieria que utilizam tarraxas individuais. Sempre observe o padrão original do seu instrumento.
Tarraxas com boa relação de engrenagem, sem folga no sem-fim e construídas com materiais resistentes garantem maior estabilidade. Porém, a afinação do cavaco também depende do estado do nut (pestana) e da correta instalação do encordoamento.
No caso do banjo de samba com 4 cordas, muitas vezes o padrão de tarraxa 2+2 de cavaquinho é compatível em furação e pino. Já para o bandolim, o padrão tradicional costuma ser 4+4 (8 cordas) em chapa única de cada lado, exigindo peças específicas.
Sim, ambos os termos se referem ao mesmo componente mecânico. “Tarraxa” é a grafia correta adotada tecnicamente na luthieria e no mercado, enquanto “tarracha” é uma variação popular muito utilizada em buscas na internet.
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